quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mais Mercury(e)'s, menos Joelmas, Rafinhas e Felicianos


*Por Laila Resende e Sara Azevedo

Em uma nota, ela disse que comunicou o casamento com Malu com a mesma naturalidade com que tratou outras relações. Que foi uma postura afirmativa da liberdade e uma forma de mostrar sua visão do mundo. Daniela também aproveitou para criticar o deputado Marco Feliciano.
Na efervescência da luta pelos direitos democráticos, a cantora Daniela Mercury assumiu na útlima quarta feira (03), em uma rede social sua relação homoafetiva com a jornalista Malu Verçosa , e demonstrando sua felicidade, anunciou seu casamento com uma mulher.
A noticia foi recebida com grande alegria para nós, defensores dos direitos humanos e por toda a população LGBT. Não apenas por se tratar de mais um casal homoafetivo (o que já seria grande vitória), mas também pelo papel social que cumpre uma artista , figura pública, em tempos luta por  direitos e contra a manutenção do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Dep. Marco Feliciano.
Um dia após a declaração de Daniela Mercury, o “humorista” Rafinha Basto mais uma vez presta um desserviço a sociedade solta uma infeliz e homofóbica “piada” respondida a altura pelas mídias da rede hoteleira Mercure.
Ainda na mesma semana, a cantora Joelma, da banda Calypso, comparou a homossexualidade ao vício das drogas : "Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra. Lutaria até a morte para fazer sua conversão (se tivesse um filho homossexual). Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar".
Ninguém tem nada haver com a  vida sexual\ amorosa da Daniela, mas em um país de Joelmas, Rafinhas,  Felicianos e Bolsonaros, acaba se tornando um ato político assumir sua orientação sexual. Na perspectiva da naturalização de se ter o direito de amar a quem quiser, são importantes iniciativas como esta que ajudam na mobilização, seja nas redes e na ruas, para a conquista dos direitos LGBT’s. Esta é a função social da imagem de um artista, avançar em consciência de pessoas onde ativistas e militantes não conseguem chegar.
Por isso, hoje a cor dessa cidade somos todos nós!

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